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15/02/2011

TRISTE VIDA DE MENINO DE RUA



Contam que minha mãe me concebeu
Quando eu era informe diz que se arrependeu
De um erro que cometeu...
Até parecia que o culpado fui eu
Falam que ela criou asa
E um dia fugiu de casa
Saiu pelo mundo perambulando
E acabou (se) engravidando
Não tinha responsabilidade
Não me gerou com seriedade
De quem é meu pai não sei a identidade
Dizem que ela queria me abortar por maldade
Assim que nasci...
Os primeiros anos não sei como vivi
Numa invasão eu cresci
Mas preferi ir pra rua e dormir no frio
Nunca me matriculei numa escola
Vivo furtando e pedindo esmola
Se estou triste ou alegre me embriago no cheiro da cola
E o mundo é minha verdadeira escola
Sou menino de doze anos
Meu crescimento está demorando
Também quase não estou me alimentando
E até dos mendigos vivo apanhando
Quando vejo a autoridade
Só penso em maldade
Oh que infelicidade
É não ser gente de verdade
Quantos meninos vão pra escola
Nas folgas vão pra piscina ou jogar bola
Comem bem e andam de carro novo
Eu ando descalço sofrendo como cachorro
Quem dera alguém me desse um sapato novo
Eu fosse respeitado pelo povo
Mas minha esperança já está perdida
Mesmo que eu mude de vida
Ninguém vai acreditar
O povo não crê que menino de rua possa se regenerar
Se eu pedir lugar pra morar...
Duvido que alguém me dará
Se eu procurar emprego falam que vagabundo não entra lá
Se eu procurar escola a diretora não me matriculará
Antes vai dizer que os meninos vão se contaminar...
Porque meninos de rua são cheio de defeitos, pois só vivem a vadiar...
Então minha gente vou prosseguindo meu destino
Acho que não vou longe... Sinto me fraco e vivo tossindo,
Não tendo alternativa continuarei roubando e pedindo
Uns correm de mim outros ao ver-me ficam rindo
Que esperança posso ter,
Se ninguém quer me compreender...
Talvez o destino do menino de rua seja matar ou morrer
Então se menino de rua não é gente eu prefiro desaparecer..

MENINO DA RUA




Meninos de rua
banhados de lua!
Jogados na sua,
na vida tão dura.
Eu fico assustada!
Cadê a sarampada
que dá em meninada
que foi vacinada?
Que é dos cuidados?!
Remédios não dados...
Será que os "colados"
não têm resfriados?
Nem frio nem serenos
abatem os pequenos
mirrados, morenos,
sem colchas nem menos.
Só morrem baleados
com tiro bem dado,
covarde, acertado
no escuro calado.
Menino, vai embora
sem sua catapora.
No seu bota-fora
ninguém aqui chora.
Só chora a lua
buscando na rua
sua alma tão nua,
tão triste, só sua.

01/02/2007

MENINO DE RUA, SEM FUTURO.



Saí de casa, por não suportar tantas carências,
por não entender as causas das agressões,
e não suportar tantas amarguras e ausências,
e ficar perdido no meio de tantas desilusões
mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Fiz do banco de praça a minha cama,
debaixo de pontes,da insegurança me protejo,
das chuvas, dos ventos, do frio,da lama
vendendo drogas, cheirando cola, me vejo.
Mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
As escolas usam policiais como proteção,
é esse o seu maior marketing para os pais.
Sujo, maltrapilho, sou sinônimo de agressão
deixei de ser criança, sou ameaça pros casais.
mas dizem que do país eu represento o porvir.
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Deitado, num banco de praça admiro o céu,
vejo as estrelas, a lua e sinto tristeza,
não faço parte da sociedade, vivo ao léu,
para muitos sou uma aberração da natureza.
mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Nos sinais de trânsito eu limpo vidros de carro,
percebo, que muitos procuram se proteger de mim,
pago um preço muito alto pra viver no desamparo,
mas continuo aguardando uma chance, mesmo assim.
mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Vendo drogas, fumo um baseado, cheiro cola,
alimento nas esquinas o vício do abastado,
os traficantes me protegem, essa é minha escola,
vivo sem instrução, sem calor humano, abandonado.
mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Eu não entendo os suspiros dos casais de namorados,
quando contemplam a lua e as estrelas tão distantes,
presencio sussurros, suspiros,abraços prolongados,
sofro, me sinto só, são momentos estafantes.
mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Já estive na Febem, para receber maus-tratos,
repartindo com outros a mesma dor e desespero,
lá sem amor, sem carinho, somos apenas ratos,
aquilo é a expressão cruel da falta de desvelo.
mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Se alguém me adotasse, me desse um lar, um abrigo,
me desse o direito de receber do amor as migalhas,
eu ficaria feliz, por não ser mais para muitos um perigo,
e não alimentaria o sentimento de vingança dos canalhas.
mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Não é por falta de recursos, que assim me deixam ,
fazem viagens inúteis e compram avião de luxo,
fazem negociatas, compram votos, nem se queixam,
se dizem proletários, e que conhecem da miséria o fluxo.
mas dizem que do país eu represento o porvir,
perdido, desamparado, eu não sei pra onde ir.
Num futuro distante, eu espero que isso mude,
preciso ser integrado, receber amor, carinho,
mas sobretudo ter paz, esperança, não ser rude,
afastar mágoas e sofrimentos, do meu caminho.
Poderei, então, do país representar o porvir,
e não mais viver perdido, sem saber pra onde ir.
MENINO ACANHADO
Menino acanhado...De pés descalços...Que eu um dia vi...Parado em um farol...Com olhar tristonho...E sentindo frio.Menino acanhado...Que um dia foi abandonado...Na rua se encontrava...Em busca de um lar para morar...E que me cativou com seu triste olhar.Menino acanhado...Largado...Abandonado...Jogado na rua como um nada...Que um dia me fez chorar de tristeza...Ao ver a pobreza...E assim se encontrava...Sem culpa alguma...Pois ao mundo não pedistes para estar.Menino acanhado...Hoje já não estando mais abandonado...Pois um lar eu resolvi lhe dar...E hoje te vejo feliz...Por ao lado de teus novos "irmãos" estar Vejo em teus olhos um novo brilho...Que hoje me faz sorrir...Por sentir...Que nunca mais desamparado permanecerá.
POBRE MENINO...
Chora menino desesperado andando pelas ruas sem rumo o vício é seu companheiro cheirando cola, puxando fumo aquecendo seu corpo no bueiro...Sua mãe é a desgraça seu pai, o banco da praça perdeu a noção de um laronde por pouco tempo viveu pobre pequeno pivete que aos onze anos parece ter sete não sabe sorrir, nem amar...Dorme ao relento, perto da Igreja como se pedisse proteção do Alto seu corpo pequeno , franzino estremece ao som de um sino"É a hora" ... pensa consigo que as pessoas vão passar levanta-se num sobressalto para alguém parar e assaltar...Pega no bolso um canivete agora já não é tão menino pelo crack que precisa fumar pobre e raquítico pivete sente-se o poder em suas mãos agora é morrer ou matar!...
CRIANÇAS
Sim todo mundo gosta de criança. Até calçadas gostam. As calçadas à noite se transformam em pousadas onde as crianças dormem ou mais cansam sem conseguir dormir tamanha angústia sufoca os pequeninos. Não têm pais. Se têm não lhes adianta: brigam mais que cão e gato. Inquietos, seminus famintos e tristonhos, na na vida vão procurar fugir da inquietação, mas sua vida fica mais tristonha pois se tornam do vício dependentes Como ajudar, senão por oração?“Ò, Pai, console os órfãos e carentes”.
Meninos de rua
Jogados nas vias, nos viadutos são habitantes das rua sao sabor do sol, da chuva, do vento caminham sós ou aos bandos Pedem, roubam, "brincam"em lenta e sofredora agonia caminham, caminham, cansam...ao fim de mais um dia Deitam, sem teto, sem cobertor sem carinho...encontram o frio, a morte a ventania Dormem irrequietos, cansados"sonham" um sonho distante, irreal têm um sono sobressaltado acordam com fome e sem pão Povoam as casas, as mesas fartas (em pensamento) levantam, caminham, nova agonia até quando ?...
MENINO DE RUA
Neguinho é um menino Magrinho, mirrado É menino de rua E vive assustado. Sua casa é a sarjeta De um beco isolado Neguinho não dorme Mas sonha acordado. Ao Neguinho eu quero Deixar meu recado E quero que saiba Que estou do seu lado Menino querido Não fique assim triste De olhos fechados, Não suporto mais ver, O seu choro calado Venha Neguinho Eu vou te levar O mundo te espera Vai ter o seu lar.
MENINOS DE RUA
Meninos de rua...sonham com grandes castelos enquanto a seringa está na veia;não conhecem a malícia...acordam do sonho com a serene da polícia, quando os castelos desmoronam como areia no mundo da lua...Dormem ao relento admirando as estrelas, a calçada como travesseiro abafa o cheiro que queima em suas narinas, que lhes proporcionam as propinas que escondem dos cachaceiros e, deles, se fazem prisioneiros...Meninos que não cresceram, já tão grandes chefiam as Ganges, empunhando uma arma de fogo e, por malogro, com ódio no olhara prendem a matar porque não descobriram como amar! Vieram ao mundo por acidente...da mãe, já nem sabem, muitos nem chegam a vê-la não aprendem a amar, vivem por teimosia e, perduram na agonia...São os delinquentes Pulam as janelas quando não têm saída, culpam o destino e, a tragédia é sua sentinela...diabo de vida, que escraviza pobres meninos; Jamais serão crianças pois nascem predestina dose este mundo canalha não lhes dá segurança ao contrário, quando amotinados lhes passa a navalha...falta de sorte procuram.
Mas continuam a ser crianças.
CRIANÇAS DO MUNDO
Crianças do mundo, nas ruas jogadas, sem rumo, crianças drogadas, prostituidas, pelo submundo, usadas, para atingir objetivos escusos.Crianças maltratadas, por aqueles que deveriam ser seus defensores, fonte de amor. São pais e babás, desequilibrados, que fazem das crianças indefesas, sua válvula de escape para aliviar tensões e problemas. Pequeninos seres delicados, indefesos, que ficam à mercê de seus algozes, que lhe ferem os sentimentos e o frágil corpinho. Deus, em sua infinita sabedoria e bondade fêz das crianças, anjos que tudo perdoam pois, são feitas de puro amor. Quem dera, todo ser humano possuisse a inocência de uma criança! O mundo então, seria só amor, que constrói, edifica, um mundo de paz! Não existiriam adultos perversos nem crianças maltratadas pois, só o amor constrói e torna as pessoas verdadeiramente humanas, na total concepção da palavra. A palavra de ordem, é amor! Amor, para as crianças do mundo!



PRÍNCIPE DAS RUAS
Oi voçe, menininho Que corre Busca Foge Que carrega em seus ombros A carencia Os sonhos A fome Que tantas vezes persegue O aconchego O calor O alimento Acredite, menininho, O céu te guarda O universo É seu ninho Seu trono, As calçadas, Seu cetro, As esmolas.....E a sua coroa, Está com Deus. Dorme Príncipe!....A poesia vela seu sono!



MENINO DE RUA
Menino de Rua, parceiro da lua sua mãe é uma estrela, a que brilha mais que lhe diz boa-noite, quando o sol se vai. Seus sonhos, menino, tingidos de negro insistem em ser, o seu grande segredo não desista deles, você pode tê-los.Menino de Rua, que a fome atenua olhando a vitrina, no bar de uma esquinados doces que tinha, já nem lembra mais.Seu olhar carente, que todos desmentem ele é verdadeiro, o mais sério do mundo não é o olhar de um vagabundo.Menino de Rua, que o frio tanto açoita que a chuva castiga e alonga sua noite seja forte e consiga, encontrar seu norte.Nem tudo está perdido, você será mais homem que todos os outros meninos, se sobreviver porque isso... Meu Deus, eu não sei!



MENINO DA RUA
Meninos de rua banhados de lua! Jogados na sua, na vida tão dura. Eu fico assustada! Cadê a sarampo que dá em menina da que foi vacinada? Que é dos cuidados?! Remédios não dados...Será que os "colados"não têm resfriados? Nem frio nem serenos abatem os pequenos mirrados, morenos, sem colhas nem menos.Só morrem baleados com tiro bem dado,covarde, acertado no escuro calado.Menino, vai embora sem sua catapora. No seu bota-fora ninguém aqui chora. Só chora a lua buscando na rua sua alma tão nua, tão triste, só sua.